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08.mar.2018 RSS Senge

8 DE MARÇO | Mulheres engenheiras: juntas por igualdade, respeito e direitos!

Para não restar dúvidas sobre a urgência da superação do machismo, reunimos a seguir dados que comprovam a violência e a desigualdade enfrentadas pelas mulheres brasileiras e paranaenses

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A cada 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a desigualdade entre homens e mulheres ganha espaço no debate público. A realidade vivida cotidianamente pelas mulheres tem a chance de vir à tona com mais visibilidade, em manifestações de rua, campanhas de comunicação, eventos e até homenagens.

Mas, por que existe o Dia Internacional da Mulher? Por que milhares de mulheres protestam nesta data?

A origem da data são diversas mobilizações e greves organizadas por mulheres trabalhadoras nos anos de 1800 e 1900, de diferentes partes do mundo, por melhores condições de trabalho, pelo fim das jornadas extenuantes e por salários dignos. No mês de março de 1857, nos Estados Unidos, mais de 130 operárias em greve foram queimadas e morreram carbonizadas dentro da fábrica onde trabalhavam. Em 1910, no dia 8 de março, houve a proclamação da II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas.

De lá para cá, muita coisa mudou e avançou, como resultado da mobilização e da participação ativa das mulheres. No entanto, ao olharmos atentamente ao nosso redor, vemos a explícita disparidade de gênero nos espaços de poder e representação: no Poder Executivo, Legislativo e Judiciário, em âmbito federal, estadual ou municipal, e também nos cargos mais altos na iniciativa privada e pública. Também saltam aos olhos todos os dias os casos de violência doméstica, física e psicológica, e de feminicídio – quando uma mulher é assassinada pelo simples fato de ser mulher.

No contexto de crise econômica e fragilização da democracia brasileira, nós, mulheres, nós engenheiras, sentimos no dia a dia a sobrecarga de trabalho, o desemprego, o crescimento da violência.

Para não restar dúvidas sobre a urgência da superação do machismo, reunimos a seguir dados que comprovam a violência e a desigualdade enfrentadas pelas mulheres brasileiras e paranaenses.

Nós, do Coletivo de Mulheres do Senge-PR, convidamos todas as engenheiras a se somarem conosco neste movimento em defesa dos nossos direitos, de nossos vidas, para que possamos viver com dignidade e livres! Mulheres engenheiras: juntas por igualdade, respeito e direitos!

 

O Brasil está em 5º lugar na taxa de feminicídio no mundo

No Brasil, o número de assassinatos de mulheres chega a 4,8 para cada 100 mil

Fonte: Mapa de Violência 2015

 

Entre 1980 e 2013, 106.093 pessoas morreram por serem mulheres, no Brasil

Em 2010 foram registrados cinco espancamentos a cada dois minutos, enquanto em 2013 já se observava um feminicídio a cada 90 minutos

O serviço Ligue 180 registrou, em 2015, 179 relatos de agressão contra mulheres por dia

Fonte: Dossiê Feminicídio

 

244 mulheres foram mortas no Paraná em 2015. O estado ocupa o 9º lugar no ranking dos mais violentos contra as mulheres

Fonte: Atlas da violência 2017 (IPEA)

 

O Paraná registra 62 casos de violência física ou moral contra a mulher por dia, ou seja, um caso a cada 24 minutos
Fonte: Ministério Público do Paraná (MP-PR) 2017, com dados de 2014

 

Dos 399 municípios do Paraná, apenas 29 têm mulheres exercendo os cargos de prefeitas

 

Na Assembleia Legislativa do Paraná, das 54 cadeiras, apenas 4 são ocupadas por deputadas
Fonte: site da ALEP

 

Nas Câmaras de Vereadores das três maiores cidades do Paraná

Curitiba: 8 vereadoras, 30 homens

Londrina: só uma mulher, 18 homens

Maringá: nenhuma mulher, 15 homens

Fonte: sites das Câmaras