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14.jun.2017 RSS Senge

Senge Jovem participa de mobilizações em defesa da UEL

Em entrevista o veículo Portal Portal, a estudante de Engenharia Elétrica e coordenadora Senge Jovem em Londrina, Tayna Rafaela da Silva, explicou que tratou-se de um ato estruturado por todos os profissionais da UEL, em unidade com os acadêmicos

Nesta sexta-feira (9), a comunidade acadêmica da Universidade Estadual de Londrina (UEL) protestou contra o bloqueio de recursos da instituição, feito pela Secretaria de Fazenda do Paraná no dia 30 de maio. Estudantes integrantes do Senge Jovem da Regional Londrina estão entre os ativos defensores da universidade pública, com autonomia e qualidade, e participaram da mobilização do dia 9.

Em entrevista o veículo Portal Portal, a estudante de Engenharia Elétrica e coordenadora Senge Jovem em Londrina, Tayna Rafaela da Silva, explicou que tratou-se de um ato estruturado por todos os profissionais da UEL, em unidade com os acadêmicos: “Teve uma reunião na semana passada e a partir dela conseguiram estruturar algumas ações com técnicos, professores e estudantes. [O movimento] É em defesa da autonomia da universidade”, disse a jovem à reportagem.

Confira a matéria na íntegra:

Alunos, funcionários e professores protestam contra o bloqueio de recursos da UEL

Alunos e membros da comunidade acadêmica da Universidade Estadual de Londrina (UEL) organizaram uma manifestação de apoio à instituição na manhã desta sexta-feira (9). O movimento, batizado de “Força UEL”, é contrário ao bloqueio de mais R$ 6,2 milhões das contas da universidade que foi determinado pela Secretaria de Fazenda do Paraná na última semana.

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(Coletivo Uel Contra o Golpe)

De acordo com o movimento, a instituição formou mais de 70 mil profissionais em diversas áreas durante os 45 anos de existência.

Com gritos de “fora, Beto Richa”, os universitários, funcionários e docentes fizeram atos em todo o campus da UEL. Eles criticam os gastos do governo do Paraná com a Assembleia Legislativa que, segundo eles, é superior ao investimento nas sete universidades estaduais paranaenses e são contrários a inserção da instituição no sistema Sistema de Gerenciamento de Recursos Humanos Meta-4.

Segundo a estudante de Engenharia Elétrica e coordenadora do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná – Jovem (Senge Jovem) de Londrina, Tayna Rafaela da Silva, o ato foi estruturado por todos os profissionais da UEL com os estudantes. “Teve uma reunião na semana passada e a partir dela conseguiram estruturar algumas ações com técnicos, professores e estudantes. [O movimento] É em defesa da autonomia da universidade”, conta a estudante.

Os estudantes devem aguardar um novo posicionamento do governo antes de convocar uma nova manifestação. “Essa manifestação de hoje foi algo bem longo. Essa semana toda na UEL teve centros acadêmicos fazendo atividades, debates e confecção de cartazes para manifestação”, destacou Tayna.

Bloqueio de recursos

No último dia 30, a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) informou que a Secretaria de Fazenda fez a contenção de R$ 6.267.334,00 em recursos da instituição. A determinação também se estendeu para a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e para a Unioeste. Segundo a Seti, o bloqueio foi motivado pelo não cumprimento da decisão do Tribunal de Contas do Estado que determinou que as instituição aderissem ao sistema de sistema informatizado de gestão de pessoal, o chamado RH Paraná – Meta 4.

Logo após a determinação, o reitor da UEM, Mauro Baesso, afirmou que a UEM e UEL têm decisões judiciais de 20 anos que respaldam o desenvolvimento e gerenciamento de seus próprios sistemas de gerenciamento de RH. “Por que vamos entregar nossa folha de pagamento a uma empresa estrangeira contratada pelo governo do Estado, com um sistema que é uma caixa-preta?”, questiona. Ele anunciou que o contingenciamento poderia afetar a realização do vestibular da instituição.

Na quarta-feira (7), o governador Beto Richa (PSDB), os secretários e os reitores das sete universidades estaduais se reuniram para colocar um fim ao impasse. Segundo Richa, a negociação para o fornecimento das informações sobre a movimentação financeira das instituição avançou e o modelo deverá ser apresentado em até 90 dias.