Aberta rodada de negociações na Copel

Análise da pauta sindical retoma discussão em formato presencial

Entrada da Copel KM3. Foto: Divulgação
Comunicação
28.SET.2022

Após dois anos de distanciamento por conta da pandemia, foram retomadas as negociações presenciais com a Copel conduzida pelos representantes da empresa e pelo Coletivo de Sindicatos da Copel. Esta primeira rodada acontece em dois dias: 27 e 28 de setembro. Na pauta, o reajuste pelo INPC + 5%, regulamentação do teletrabalho, retomada do banco de horas, revisão das avaliações de desempenho, o desenvolvimento de um novo Plano de Cargos e Salários e o retorno do Programa de Remanejamento Interno. 

A proposta é de que o Acordo Coletivo de Trabalho vigorará de 01/10/2023 a 30/09/2024. Ao longo dos debates, os sindicatos destacaram o aumento de arrecadação da empresa em meio a pandemia. Os trabalhadores querem que os altos dividendos e lucros também cheguem a eles, por meio de uma negociação que valorize seu trabalho. 

Atualmente, a empresa tem 5926 funcionários próprios e mais de 8 mil terceirizados. Dentro deste contexto, os sindicatos alertam sobre a necessidade de tratar o fechamento de postos de atendimento no interior do Paraná. Ainda solicitam, em meio às negociações, a divulgação de uma carta de garantia da data-base, que se encerra oficialmente em 1 de outubro.

NEGOCIAÇÃO

No acordo com validade de dois anos, foi solicitado o INPC acumulado no período de outubro de 2021 a setembro de 2022, acrescido de 5% (cinco por cento), e o INPC acumulado no período de outubro de 2022 a setembro de 2023, acrescido de 5% (cinco por cento). Dentro das cláusulas econômicas, é solicitado, a título de abono, não incorporável ao salário, em 2022 e 2023, o valor de R$ 5 mil para todos os empregados, acrescido de duas Remunerações Básicas de cada empregado. A pauta ainda aborda auxílios Alimentação, Educação, Creche e outros auxílios. Reivindica-se auxílios alimentação, escola, creche e outros. Ainda discute jornada, home office, férias, licenças e muito mais.

::. Clique aqui para conferir a pauta na íntegra 

Os pedidos levam em consideração os lucros da Copel, a redução do quadro de funcionários e a avaliação de que os trabalhadores estão há oito anos sem ganho real. Por outro lado, a Receita Operacional Líquida da Copel aumentou 60% e a arrecadação aumentou 2,7 vezes do que em 2018. Números mostrando que a empresa está saudável e com capacidade de valorizar seus funcionários.

Cláusula do Senge-PR para salário mínimo dos engenheiros

Um dos pedidos do Senge-PR abrange o salário inicial de contratação dos profissionais abrangidos pelo Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (SENGE-PR). Pede-se que “o valor correspondente ao salário de ingresso dos profissionais representados pelo SENGE-PR que determina o valor inicial da tabela profissional do Plano de Cargos e Salários, sendo os demais valores da tabela corrigidos a partir do salário inicial”. De acordo com o STF, o piso estabelecido está em R$10.302,00.

Próximos passos

A primeira rodada de negociações foi a leitura das pautas dos coletivos sindicais e dos sindicatos. Oportunidade que as entidades detalharam o que está escrito nas cláusulas econômicas, sociais e de direitos. A expectativa é de que uma nova rodada de debates ocorra na primeira quinzena de outubro, previamente agendada para os dias 10 e 11. O formato (presencial ou virtual) será definido.

A COPEL É NOSSA

Os sindicatos que integram o coletivo da Copel estão em mesa de negociação com a empresa referente a data-base. Na oportunidade do encontro, o presidente do Senge-PR, Leandro Grassmann, em nome das entidades, entregou o livro “A Copel é Nossa”, escrito pelo engenheiro Sérgio Inácio, ao Superintendente de Gente e Gestão, Cassio Vargas Pinto.

A obra narra a tentativa de privatização da Copel, em 2001. Hoje, a Copel é a maior empresa do Paraná. Quer saber mais desta história? O livro está disponível para compra no site do Senge-PR.

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