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Mudanças na NR-1 exigem que empresas adotem ações para combater problemas de saúde mental; veja dicas

Seguindo determinação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a partir do dia 26 de maio de 2025, a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) passará a exigir que empresas adotem medidas claras e eficazes para identificar e combater os riscos psicossociais no trabalho. As Normas Regulamentadoras (NRs) são um conjunto de regras e procedimentos que complementam a legislação trabalhista. 

Mas o que são riscos psicossociais? Podem ser definidos como fatores que podem causar estresse, insatisfação e problemas de saúde mental e física no ambiente de trabalho. Alguns fatores que podem contribuir para isso são metas e cobranças excessivas, assédio moral, conflitos interpessoais, falta de suporte e comunicação ineficaz.

Este cenário deve-se a um contexto preocupante, com o Brasil sendo o país mais afetado pela ansiedade e o segundo em casos de depressão, segundo dados publicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa realidade tem gerado reflexos diretos nas empresas, como indica um estudo da International Stress Management Association (ISMA-BR), que aponta que 72% dos trabalhadores brasileiros sofrem com estresse ocupacional.

O que pode ser feito para combater problemas de saúde mental nas empresas?

As diretrizes da NR-1 impõem a obrigatoriedade de a saúde mental ser avaliada como parte dos riscos ocupacionais e devem resultar em uma grande mudança na gestão de pessoas dentro das empresas. Algumas práticas positivas que podem ser adotadas são:

  1. Monitoramento do nível de estresse dos funcionários: empresas podem realizar pesquisas internas e implementar ferramentas de acompanhamento e mensuração periódicos;
  2. Capacitação de gestores: formar líderes aptos para identificar sinais de esgotamento emocional e atuar de forma preventiva;
  3. Criação de espaços para diálogo sobre saúde mental: ambientes seguros onde a equipe possa expressar dificuldades e buscar apoio;
  4. Adoção de uma cultura organizacional focada no bem-estar: implementação de campanhas contra o assédio, incentivo à comunicação aberta e espaços de acolhimento;
  5. Redução da sobrecarga: ajustes na carga horária e redistribuição de tarefas de forma mais equilibrada;
  6. Suporte psicológico corporativo: oferecimento de serviços de acompanhamento psicológico ou parcerias com profissionais da área. oficinas sobre regulação emocional, gestão do estresse e mindfulness;

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