O “Fala, Engenheira” promoveu uma conversa especial no episódio de conduzido pelo Coletivo de Mulheres do sindicato. O episódio destacou não apenas a história da entidade, mas também os desafios enfrentados pela engenharia ao longo das décadas e a crescente participação das mulheres na área.
O programa foi conduzido por Ágatha, engenheira e presidenta interina do Senge-PR. Ela recebeu três convidados especiais que representam diferentes momentos e perspectivas da história do sindicato: Carlos Bittencourt, ex-presidente da entidade; Mary Stela, atual diretora e membro do coletivo; e Margit Hauer, ex-diretora do Senge, com forte atuação profissional.
Durante o episódio, foram relembradas as motivações históricas que levaram à fundação do sindicato, ainda na década de 1930, em um contexto em que a engenharia buscava organização e melhores condições de trabalho. Para Bittencourt, o Senge-PR nasceu da necessidade de fortalecer a voz dos profissionais em um período marcado por profundas transformações no país.
A trajetória da entidade foi marcada por conquistas que redefiniram seu papel na sociedade. Além das negociações por salários e condições dignas de trabalho, o Senge ampliou sua atuação em áreas como qualificação profissional, inovação tecnológica, políticas públicas e sustentabilidade.
Um dos pontos altos do episódio foi a discussão sobre a participação feminina. Margit Hauer, que atuou no sindicato em um período anterior à formação do Coletivo de Mulheres, relembrou os desafios enfrentados pelas mulheres engenheiras em um ambiente historicamente masculino. “Houve avanços significativos, mas ainda temos um caminho a trilhar para que mais mulheres se engajem na vida sindical e tenham protagonismo na engenharia”, afirmou.
Mary Stela reforçou a importância de se criar ambientes acolhedores e representativos dentro do sindicato. “O Coletivo de Mulheres vem desempenhando um papel fundamental em dar visibilidade às demandas específicas das profissionais e promover o engajamento feminino”, pontuou.
Outro tema debatido foi a relação do Senge-PR com a Fisenge, a federação nacional da categoria. Para Bittencourt, essa integração fortalece a atuação política e técnica do sindicato em nível nacional, promovendo a troca de experiências e ampliando a representatividade da engenharia.
O episódio também abordou o impacto das fake news na imagem dos sindicatos. Bittencourt destacou como a disseminação de informações falsas tem prejudicado a credibilidade das entidades representativas. Para ele, o caminho para combater essa realidade passa pela transparência, comunicação ativa e fortalecimento do vínculo com a base.
No encerramento, Margit e Mary ainda trouxeram reflexões sobre sustentabilidade. Elas destacaram o papel do Senge-PR em fomentar uma engenharia mais consciente e comprometida com as questões ambientais, especialmente no contexto da crise climática e da atuação em áreas rurais e protegidas.
O podcast Fala Engenheira é uma produção do Coletivo de Mulheres do Senge-PR, com apoio da Mútua, e tem como objetivo amplificar as vozes femininas na engenharia, agronomia e geociências. Ao completar nove décadas, o Senge-PR reafirma seu compromisso com a valorização profissional, a equidade de gênero e a construção de uma sociedade mais justa e sustentável.
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