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FES discute mobilizações contra a reforma administrativa e em defesa da data-base

Por Fórum das Entidades Sindicais

O Fórum das Entidades Sindicais (FES) realizou, nesta sexta-feira (5 de setembro), uma reunião online com a participação da professora Rosilene Corrêa Lima, diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Reforma administrativa em debate

Na exposição, Rosilene apresentou os principais pontos em discussão sobre a reforma administrativa, destacando os riscos de privatização e precarização do serviço público. Embora ainda não haja texto oficial, já circulam propostas que apontam para o fim da estabilidade dos servidores e servidoras, a criação de contratos temporários de até 10 anos, além da desregulamentação dos percentuais obrigatórios de investimento em saúde e educação por parte da União, estados e municípios.

Outro ponto debatido foi a necessidade de que a Câmara dos Deputados instale uma Comissão Especial para discutir a reforma. Essa instância é fundamental para garantir o mais amplo debate com a sociedade e evitar que o tema seja votado de forma apressada em plenário.

Mobilização em várias frentes

Durante a explanação, representantes sindicais reforçaram a necessidade de um esforço de mobilização em várias frentes:

  • Primeiro, junto aos servidores sindicalizados, explicando com clareza os impactos da reforma;
  • Depois, ampliando o diálogo com a sociedade e a grande mídia, de modo a pressionar deputados, o Congresso e os governos em defesa do serviço público.

Foi ponto pacificado pela coordenação do FES que o fórum deve articular junto a parlamentares aliados na Assembleia Legislativa do Paraná a realização de uma audiência pública na Alep para discutir a reforma administrativa e dar visibilidade ao tema no estado.

Data-base e novas ações

Além da reforma administrativa, a reunião também tratou da luta pela data-base. Os dirigentes reafirmaram que, apesar do histórico de mobilizações nos últimos anos, o governo insiste em negar esse direito, sustentando que a reestruturação de carreiras teria sido suficiente — justificativa considerada inaceitável pelas entidades.

Nesse contexto, o FES avaliou a necessidade de novas mobilizações e ações para os próximos meses, com destaque para a possibilidade de uma atividade específica no dia 28 de outubro, Dia do Servidor Público.