O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR) se soma a demais organizações e entidades na ajuda à cidade de Rio Bonito do Iguaçu, que foi atingida pelo devastador tornado que afetou o Centro-Sul do estado, onde cerca de 90% das edificações foram danificadas. O fenômeno deixou um rastro de destruição, resultando em sete mortes, dezenas de feridos, desabrigados e grande impacto social, econômico e ambiental.
Na manhã desta terça-feira (11), o presidente do Senge-PR, Leandro Grassmann, visitou a cidade e a área rural afetada. Outros diretores e diretoras do sindicato também estão no município, somando-se às equipes técnicas de ajuda e solidariedade.
O Senge-PR, junto ao CREA-PR, mobiliza profissionais da engenharia para contribuírem nos mutirões de análise e reconstrução das áreas afetadas, garantindo que o processo seja realizado com segurança, sustentabilidade e urgência para as pessoas atingidas. Profissionais interessados em participar podem entrar em contato com o CREA-PR, que está realizando o cadastramento dos voluntários.

“Pude ver de perto a destruição que o tornado fez na cidade e principalmente o papel da engenharia na reconstrução da mesma”, afirma o diretor do Senge-PR da regional de Cascavel, Raiger Alves.

Na segunda, Raiger se deslocou de Cascavel/PR, a 165km de Rio Bonito do Iguaçu, para fazer parte das equipes que se mobilizaram desde sábado.
As ações concentraram-se em:
• Realização de vistorias técnicas em imóveis danificados, visando avaliar as condições de segurança e estabilidade estrutural;
• Emissão de pareceres e laudos preliminares para auxiliar na liberação de áreas e no planejamento das ações de reconstrução;
• Orientação técnica à população e aos gestores municipais, quanto aos riscos remanescentes e às medidas de prevenção;
• Registro e mapeamento dos danos para subsidiar relatórios de impacto e futuros planos de mitigação de desastres.
O engenheiro agrônomo Almir Gnoatto, diretor do Senge-PR da regional Sudoeste, também participou do mutirão de ajuda. “Nosso trabalho foi visitar todas as residências e imóveis urbanos e rurais afetados pelo tornado. 100% das unidades residenciais e comerciais foram visitadas e será emitido um laudo avaliando os danos para compor um plano de emergência que o município está construindo”, afirma o diretor.

O sindicato também reforça os pedidos de doações feitos pelas autoridades locais. No momento, as principais necessidades são protetor solar, material de limpeza, bonés ou chapéus para quem atua nos mutirões e materiais de construção.
Além disso, a cozinha solidária organizada pelo MST tem produzido lanches e marmitas para famílias desalojadas e para as equipes que trabalham voluntariamente na cidade desde o dia 7 de novembro. A engenheira agrônoma, integrante do Coletivo de Mulheres do Senge-PR, Yanara Ribeiro, acompanha o trabalho nesta frente.
“Desde sábado estive atuando com o pessoal na organização e distribuição dos alimentos. São refeições de café da manhã, almoço, lanche da tarde e janta. Há mais de 40 pessoas envolvidas diretamente nesta cozinha que fica em um ponto de apoio fixo, onde é feita também a triagem das doações que estão chegando”, afirma Yanara.
Doações para a cozinha solidária podem ser feitas via pix para marmitadesaude@gmail.com (Associação Marmitas da Terra).
Episódios climáticos extremos como esse, intensificados pela crise climática, reforçam a necessidade de planejamento, prevenção e políticas públicas de resiliência urbana e ambiental. Em momentos como este, a engenharia se coloca a serviço da dignidade humana, contribuindo para reconstruir não apenas estruturas, mas também lares, esperanças e o sentimento de segurança das famílias paranaenses.
Confira fotos enviadas pelos engenheiros que estão atuando em Rio Bonito do Iguaçu:



