O movimento “Mulheres Vivas” ocupou as ruas de Curitiba, no último domingo, em um ato potente que uniu vozes de todo o país contra o alarmante avanço do feminicídio e da violência de gênero. O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (SENGE-PR), por meio de seu Coletivo de Mulheres, reafirma o apoio à mobilização e ao grito por respeito à vida das mulheres.
O Coletivo entende que o combate à violência contra a mulher não pode se restringir aos espaços de militância, mas deve permear todos os setores da sociedade, incluindo o da Engenharia, historicamente predominantemente masculino.
Para as engenheiras do Coletivo, o apoio ao movimento “Mulheres Vivas” transcende a solidariedade: é uma extensão da atuação interna do Sindicato, focada na conscientização e na mudança cultural dentro das empresas e dos canteiros de obras.
“O Coletivo de Mulheres atua constantemente no SENGE-PR para fomentar o debate e a conscientização dos profissionais diversos do setor. A misoginia e a violência de gênero se fortalecem, muitas vezes, em comentários e atitudes que, se não são coibidas, culminam em tragédias como o feminicídio”, afirma Edilene Pires, diretora do Coletivo/Diretora
O trabalho interno inclui formações mensais em pautas relativas aos direitos das mulheres e a defesa de cláusulas em acordos coletivos que prevejam a prevenção à violência e a promoção de igualdade de gênero, garantindo que o ambiente de trabalho na Engenharia seja seguro e acolhedor para todas as profissionais.
Ao se juntar ao movimento nacional, o Coletivo de Mulheres do SENGE-PR reforça que o direito à vida e à dignidade é inegociável. A pauta é clara: exigir políticas públicas eficazes e o fim da impunidade que permite que o Paraná e o Brasil registrem números crescentes de violência.
A luta é por um futuro onde a competência técnica e a dedicação das engenheiras e de todas as mulheres sejam reais, sem que o medo e a violência roubem futuros.