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SENGE-PR participa de Audiência Pública sobre quedas de energia no Paraná 

O presidente do Sindicato o engenheiro eletricista Leandro Grassmann falou sobre os efeitos negativos da privatização da COPEL no fornecimento de energia 

Na última terça-feira (09), o Sindicato dos Engenheiros do Paraná (SENGE-PR) participou da Audiência Pública “As Constantes Quedas de Energia no Paraná – Como Enfrentar os Apagões nos Municípios”, promovida pelo deputado estadual Arilson Chiorato, em uma tentativa de conter a precarização do serviço que a Companhia Paranaense de Energia tem ofertado. 

O presidente do SENGE-PR Leandro Grassmann começou a sua fala citando o livro “A Copel é nossa” lançado em 2022 e escrito por um dos diretores do SENGE-PR o engenheiro eletricista e ex-copeliano, Sergio Inacio. Ele também enalteceu o trabalho dos eletricistas e eletricitários que ainda trabalham na COPEL e tentam fazer o seu trabalho com esmero, mesmo havendo a precarização do trabalho. 

Durante a audiência Grassmann falou sobre a qualidade do serviço prestado pela empresa, citando como exemplo o tempo médio de reparo para as quedas de energia, de acordo com engenheiro eletricista, em 2010 a soma dos tempos médios para o reparo era 1h30 e agora é de 4h30 – um número três vezes maior em 15 anos. O presidente do sindicato e ex-copeliano, ainda chamou a atenção para o dinheiro gasto em compensações: 

“A COPEL é obrigada a compensar os consumidores quando ela não atinge os parâmetros de qualidade de energia. Em 2021 foram pagos 23 milhões de compensação, em 2024 esse número saltou para 40 milhões e em 2025 já se encontra em 32 milhões – esse último é o somatório de apenas dez meses deste ano. Isso significa que a companhia gasta mais dinheiro em compensações, por causa da má qualidade do serviço que é prestado ao consumidor, resultado do sucateamento da empresa após a privatização”, afirma Grassmann. 

Na audiência também foi apresentado o Projeto de Iniciativa Popular (PLIP) que permite ao Governo do Paraná recomprar as ações da empresa, a fim de retomar o controle acionário. A coleta de assinaturas será realizada de forma virtual (com certificação digital) e presencial (em locais que ainda serão definidos), para que a população possa manifestar a sua insatisfação com os efeitos oriundos da privatização.  

O movimento de coleta de assinaturas deve começar ainda em dezembro de 2025, com meta de reunir o mínimo de 90 mil assinaturas. O SENGE-PR se disponibilizou para ser um dos locais de coleta de assinaturas de forma presencial. A Constituição do Estado Paraná exige para que um Projeto de Iniciativa Popular tramite no Legislativo, o apoio deve ser de 1% do eleitorado estadual, distribuído em ao menos cinquenta municípios, com participação mínima de 1% dos eleitores de cada um deles. 

Além dos deputados estaduais Arilson Chiorato, Luciana Rafain, Professor Lemos e Ana Júlia; também participaram da mesa: Rodrigo Maia, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Petroquímica do Paraná (Sindiquímica/PR); Luciano Zanetti, secretário de finanças do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro/PR/SC); Carla Lima, membro da coordenação da Frente de Organização dos Trabalhadores do Paraná (Fort/PR); Nelsão da Força, vice-presidente e diretor da Força Sindical do Paraná; Ana Clara, representante do Movimento de Trabalhadoras por Direito (MTD/PR); Vanda de Assis, vereadora de Curitiba; Marlei Fernandes de Carvalho, da CUT; José Carlos, presidente do Sindicato dos Químicos do Paraná (Siquim/PR); e Andre Vargas, ex-deputado estadual e hoje secretário-geral do PT Paraná. 

Assista a Audiência Pública na íntegra https://www.youtube.com/watch?v=BhGKRVxRXHM