
De forma unânime, os 9 vereadores da cidade de Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba, aprovaram a instauração de de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar denúncias e questões relacionadas ao fornecimento de energia elétrica no município.
A iniciativa surgiu diante de oscilações e interrupções frequentes no fornecimento de energia, gerando impactos para moradores, comerciantes e serviços essenciais. Após reiteradas tentativas frustradas de estabelecer um diálogo junto à Copel, os parlamentares entenderam que não há outro caminho senão a CPI.
A carta de intenção apresentada pelos vereadores traz o seguinte conteúdo:
“Ressalte-se que eventual procedimento investigatório será conduzido com estrita observância aos princípios do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, da legalidade, da impessoalidade e do interesse público, assegurando-se que toda e qualquer apuração se desenvolva de forma técnica, responsável e isenta de prejulgamentos, em consonância com o papel institucional de fiscalização atribuído ao Poder Legislativo.”
Serviços da Copel
Após a privatização, que resultou no desligamento de parte do quadro de funcionários da empresa para a contratação de terceirizados, a Copel caiu no ranking da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), sendo classificada como uma das piores concessionárias de energia do Brasil. No último levantamento divulgado, referente ao ano de 2024, a Companhia estava em 29° lugar no ranking com 31 empresas.
Os efeitos são sentidos em todo o estado do Paraná. Ao mesmo tempo em que gera lucro, repassando bilhões para distribuir aos seus acionistas, a empresa oferece um dos piores serviços do país para a população paranaense.
No final de 2025, com apoio do Senge-PR e de demais organizações da sociedade civil, foi lançada uma campanha popular que visa a reestatização da Copel através de um Projeto de Iniciativa Popular (PLIP) para recomprar ações e retomar o controle estadual, com coleta de assinaturas prevista até março de 2026.