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Senge-PR envia ofício a deputados e representantes do G7 cobrando ações sobre os “apagões” da Copel

O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR) enviou, na última semana, ofícios para os deputados estaduais e para representantes do G7 (grupo que reúne as lideranças do setor produtivo paranaense) cobrando ações sobre os constantes apagões que estão afetando diversas regiões do estado do Paraná. O documento é assinado pelo presidente do Senge-PR Leandro Grassmann.

A iniciativa surge do sucateamento da Copel após a privatização para os trabalhadores e também para os consumidores. Após a privatização, que resultou no desligamento de parte do quadro de funcionários da empresa para a contratação de terceirizados, a Copel caiu no ranking da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), sendo classificada como uma das piores concessionárias de energia do Brasil. No último levantamento divulgado, referente ao ano de 2024, a Companhia estava em 29° lugar no ranking com 31 empresas.

Os efeitos são sentidos em todo o estado do Paraná. Ao mesmo tempo em que gera lucro, repassando bilhões para distribuir aos seus acionistas, a empresa oferece um dos piores serviços do país para a população paranaense.

“Diante de todo esse processo de falhas e problemas no fornecimento de energia, o Senge-PR, como sindicato dos engenheiros, se vê na obrigação de cobrar dos responsáveis por essa privatização, principalmente os deputados que aprovaram o projeto, um posicionamento em prol da população paranaense no sentido de resgatar a qualidade de energia” afirma o presidente do Senge-PR, Leandro Grassmann.

O documento direcionado ao G7 cita medidas para “tapar buraco” da Copel, maquiando a realidade que o consumidor está sofrendo principalmente no setor produtivo. Confira um trecho do ofício ao G7:

“É inaceitável que, enquanto o setor produtivo amarga prejuízos, a Copel registre lucros bilionários. A privatização, que prometia mais eficiência e investimentos, entregou apenas descaso e um serviço de péssima qualidade. A responsabilidade por essa situação recai diretamente sobre aqueles que capitanearam o projeto de venda da Copel: o presidente da Copel, Daniel Slaviero, e sobre o governador Ratinho Junior, que ignoraram todos os alertas e levaram adiante um projeto desastroso para o Paraná”.

Campanha pela reestatização

O Senge-PR, junto de outras entidades, participa de uma campanha pela reestatização da Copel através de um Projeto de Iniciativa Popular que se concentra na coleta de assinaturas por meio de abaixo-assinado.

O Projeto de Lei por Iniciativa Popular (PLIP) pode ser apresentado desde que seja alcançada 1% do eleitorado estadual, distribuído em pelo menos 50 municípios, com 1% dos eleitores de cada um.

Saiba mais sobre a campanha e assine o abaixo-assinado aqui: https://www.senge-pr.org.br/2026/03/23/senge-pr-participa-de-campanha-pela-reestatizacao-da-copel/