Filiado à

Copel privatizada tem serviço sucateado e quer aumentar a conta para os paranaenses

A Companhia Paranaense de Energia (COPEL) está fazendo uma consulta pública sobre a revisão tarifária periódica, que vai além dos reajustes anuais que já existem baseados na inflação. A justificativa da empresa é a necessidade de recursos para investir em “melhorias”, mesmo com o lucro atual e repassando bilhões para distribuir aos seus acionistas.

De acordo com o Jornal Plural, o aumento médio seria de cerca de 19% para consumidores residenciais e pode chegar a até 51% para parte do setor industrial, dependendo da classe de tensão. Leia a matéria completa aqui.

Após a privatização, que resultou no desligamento de parte do quadro de funcionários da empresa para a contratação de terceirizados, a Copel caiu no ranking da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), sendo classificada como uma das piores concessionárias de energia do Brasil. No último levantamento divulgado, referente ao ano de 2024, a Companhia estava em 29° lugar no ranking com 31 empresas.

Os efeitos são sentidos em todo o estado do Paraná, com apagões constantes em algumas regiões que têm causado grande prejuízo para a população e para o setor produtivo, gerando prejuízo financeiro em muitos casos.

A proposta de revisão da tabela tarifária passa por consulta pública até 22 de maio, com audiência pública marcada para 29 de abril, em Curitiba. O Senge-PR acompanha essa movimentação e junto de outras entidades, participa da campanha pela reestatização da Copel através de um Projeto de Iniciativa Popular que se concentra na coleta de assinaturas por meio de abaixo-assinado.

O Projeto de Lei por Iniciativa Popular (PLIP) pode ser apresentado desde que seja alcançada 1% do eleitorado estadual, distribuído em pelo menos 50 municípios, com 1% dos eleitores de cada um. A iniciativa surge do sucateamento da Copel após a privatização para os trabalhadores e também para os consumidores.

Saiba mais e assine o abaixo-assinado aqui: abaixo-assinado