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Senge-PR e SindArq-PR defendem valorização de engenheiros e arquitetos do serviço público de Foz do Iguaçu

Foto: Divulgação

06 de agosto de 2026

O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR) e o Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas no Estado do Paraná (SindArq-PR) promoveram na última quarta-feira (5) uma manifestação em defesa da valorização dos engenheiros e arquitetos que atuam no serviço público municipal de Foz do Iguaçu. A mobilização busca chamar a atenção para a defasagem salarial enfrentada pela categoria e para os impactos que a falta de valorização pode causar na capacidade técnica da administração pública.

De acordo com levantamento apresentado pelas entidades, Foz do Iguaçu ocupa a última posição em um comparativo realizado com 12 municípios paranaenses no valor pago por hora aos profissionais do quadro efetivo. Atualmente, engenheiros e arquitetos da Prefeitura recebem R$ 35,32 por hora trabalhada, índice inferior ao praticado em cidades como Guarapuava, Ponta Grossa e Maringá.

Outro ponto destacado na campanha é a diferença entre o vencimento inicial pago pelo município e o piso profissional da categoria. O salário-base de R$ 5.297,30 está 45,5% abaixo do piso nacional para uma jornada de 30 horas semanais, atualmente fixado em R$ 9.726.

A remuneração abaixo do mercado tem reflexos diretos na atração e permanência de profissionais qualificados no serviço público. Levantamento apresentado pelos sindicatos mostra que, no concurso realizado em 2018, nove em cada dez candidatos convocados não assumiram o cargo ou deixaram a função posteriormente. No concurso de 2022, o índice foi de cinco em cada dez convocados.

A preocupação vai além da valorização profissional. Engenheiros e arquitetos são responsáveis por atividades essenciais para o desenvolvimento do município, como planejamento urbano, elaboração de projetos, fiscalização de obras públicas, captação de recursos e acompanhamento de investimentos. A ausência de quadros técnicos qualificados e estáveis pode comprometer a eficiência da gestão pública e a execução de políticas voltadas à infraestrutura e ao crescimento sustentável da cidade.

“O nosso objetivo, principalmente, é chamar a atenção da gestão municipal e abrir um espaço de diálogo com o prefeito. Esses profissionais exercem uma responsabilidade enorme dentro do município e precisam ser reconhecidos e valorizados, inclusive por meio de uma remuneração mais justa e compatível com suas atribuições”, disse a diretora regional do Senge-PR em Foz do Iguaçu, Aline Pedraça.

O diretor do Senge-PR na regional Foz do Iguaçu, Douglas da Conceição, ressaltou as diversas tentativas de diálogo com a prefeitura que não foram atendidas. “Há mais de uma década, engenheiros e arquitetos da Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu carregam essa ferida aberta. Salário base defasado, plano de carreira inexistente ou insuficiente, e portas fechadas para o diálogo. Ano após ano, tentativas silenciosas de conversa se perderam no vazio da indiferença” afirmou.

“O que nós queremos é diálogo. Queremos sentar à mesa com o prefeito, apresentar essas demandas e construir juntos uma solução”, completou Aline Predraça.

Os sindicatos defendem a revisão da política salarial, a implementação de um plano de carreira e a criação de mecanismos permanentes de valorização profissional. Investir na engenharia e na arquitetura públicas significa fortalecer a capacidade de planejamento da administração municipal, ampliar a qualidade dos serviços prestados à população e garantir maior eficiência na aplicação dos recursos públicos.