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SENGE-PR acompanha segunda rodada de negociações do ACT da COPEL 

Durante a reunião a empresa e o coletivo de sindicatos não entraram em um acordo.

Nesta quinta-feira (13), o SENGE-PR e demais entidades sindicais participaram da segunda rodada de negociações para o Acordo Coletivo da Copel 2025/2027, mas novamente a empresa e os sindicatos não entraram em um acordo. Dentre os pontos sensíveis da negociação, esteve o abono salarial no qual a empresa ofereceu menos de 20% de abono salarial, o que não cobre o acumulado da inflação dos últimos 12 meses que foi de 4,68%. 

No decorrer da reunião, a empresa apresentou um vídeo sobre a nova cultura organizacional que está sendo implementada na Copel, cultura esta que visa alta lucratividade e pouco reconhecimento do trabalhador copeliano. Os sindicatos apresentaram os motivos ponto a ponto, sobre o porquê a proposta anterior da empresa foi recusada por 77% dos trabalhadores, no entanto a empresa foi enfática no sentido de que não haveria uma terceira de negociações.  

Guilherme Toscan, economista representante do DIEESE, observou que mais de 80% das negociações do setor nos últimos dois anos, resultaram em ganho real para a base. A situação de pleno emprego na economia brasileira e a abertura do mercado fazem com que boa parte do quadro funcional, tenha oportunidades muito mais atrativas em outros lugares do que na COPEL. E ainda questionou: “Como se sustenta o discurso da empresa de que se preocupa com o quadro funcional se não há providências práticas e reais neste sentido?”. 

Ao final da reunião, ficou agendada uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para a próxima terça-feira (18), para discussão com a base e seguida da votação nos dias 18 e 19 de novembro de 2025. A empresa apresentou as seguintes alterações na proposta ao final: 1) Manutenção do PAT nas normas vigentes atualmente; 2) Validade por dois anos; 3) Novos valores de abono salarial, válidos apenas para o ano de 2025 e 2026 sem abono.