
Nos dias 4, 5, 6 e 7 de dezembro, comunicadores e representantes de sindicatos de todo o Brasil se reuniram no Rio de Janeiro para o 31° Curso Anual do Núcleo Piratininga de Comunicação. Com o tema “Comunicação e Mobilização da Classe Trabalhadora”, o curso discutiu tópicos como saúde mental e prevenção ao adoecimento, redes sociais, inteligência artificial, big techs e a força da comunicação nas crises atuais.
O evento foi sediado na Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e, entre as várias atividades, recebeu a exposição “Engenheiro Rubens Paiva, presente!”, organizada pela Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge). O curso teve a participação do Senge-PR através de um representante da equipe de comunicação, e de representantes do Senge-RJ e da Fisenge.
As atividades foram compostas por mesas temáticas, debates, filmes e homenagens com especialistas e militantes. Foram discutidos os desafios e perspectivas para a classe trabalhadora e o papel dos sindicatos na defesa dos direitos e avanços para a mesma. O curso abordou temáticas da educação, saúde, segurança pública partindo, principalmente, do ponto de vista da comunicação.
O diretor do Senge-RJ e suplente da Fisenge, Felipe Araújo, participou da mesa “inteligência artifical e Big Techs”, que levantou um importante debate sobre a crescente do uso das IA´s na sociedade e como essas novas tecnologias podem ajudar no dia a dia dos sindicatos desde que com uso consciente e regulado. “Ser sindicalista é ser gerenciador de comunidade, só que agora também tem o digital”, afirmou Felipe Araújo.
Foi levantado também o perigo da dependência dessas ferramentas, dominadas por empresas que lidam com tecnologia de ponta, que se choca com a necessidade da adequação das IA´s ao nosso dia a dia.
“O Brasil criou um plano brasileiro de IA. O debate da regulação é fundamental para garantir direitos da população, mas também para termos soberania digital”, afirmou o jornalista do NPC, Arthur William.
Na mesa “Comunicação Sindical na Prevenção ao Adoecimento Mental”, foi debatido o constante aumento de problemas relacionados à saúde mental em decorrência trabalho. As recentes mudanças estruturais que transformaram o mundo do trabalho acarretam consequências ainda não mensuráveis para os trabalhadores e trabalhadoras. Como principal exemplo, foi apresentado o reflexo na educação, com o índice cada vez maior do adoecimento de professores em sala de aula, decorrentes da longa jornada de trabalho, falta de condições básicas e a mistura do “horário de trabalho” com o horário de descanso.
Confira a apostila contendo as demais discussões realizadas no curso: