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Negociação ACT 2025/2027: Copel encerra o diálogo e sindicatos buscam mediação

Copelianos,

Os sindicatos que representam os trabalhadores da Copel vêm a público esclarecer os últimos acontecimentos referentes à negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025/2027, em resposta ao recente comunicado enviado pela empresa.

Em uma conversa realizada no dia 21 de janeiro, com a presença dos dois coordenadores dos coletivos sindicais, a Copel comunicou o encerramento das negociações, afirmando que a proposta já rejeitada em duas assembleias é a “proposta final”. Foi deixado claro que não haverá qualquer avanço, nem mesmo em cláusulas administrativas que não geram custos adicionais, o que demonstra uma posição de intransigência política e administrativa, e não uma limitação financeira. Afinal, dinheiro para os acionistas e para custear consultorias, tem!

Mais uma vez, a Copel utiliza-se de seus canais de comunicação para divulgar informações que não foram discutidas ou sequer mencionadas nas reuniões com os representantes dos trabalhadores. A ameaça de não garantir a data-base é uma delas, uma clara tentativa de pressionar os trabalhadores a aceitarem uma proposta já rechaçada pela maioria. Já vimos isso antes: Endurecem o jogo, causam medo, pressionam. Tudo para aprovar a proposta que querem!

É importante lembrar que a garantia da data-base, antes assegurada pela Súmula 277 do TST (ultratividade), foi fragilizada com a Reforma Trabalhista de 2017. Durante o início do processo negocial, a Copel garantiu a data-base. Agora, ameaça os empregados de retirar direitos, veiculando de forma clara que não garante mais a data-base e ameaçando até incluir retroativos devidos em negociação futura. A ausência de um acordo vigente deixa os trabalhadores desprotegidos, e a Copel parece se valer disso para impor sua vontade.

Diante da recusa da empresa em negociar, não há sentido em convocar uma nova Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para deliberar sobre a mesma proposta. O edital de convocação da última AGE já previa os encaminhamentos em caso de nova recusa:


“Item 02 – Em caso de reprovação da contraproposta da empresa, autorização para as entidades sindicais solicitarem intermediação junto ao Ministério Público do Trabalho, bem como suscitarem Dissídio Coletivo de Trabalho junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 9ª região. “

E assim o faremos.

Informamos que os sindicatos, após reunião realizada hoje, deliberaram e irão, de imediato, protocolar um pedido de mediação no Ministério Público do Trabalho (MPT) e na Delegacia Regional do Trabalho (DRT), buscando a retomada do diálogo e a construção de uma proposta justa. Não descartamos a possibilidade de instauração de dissídio coletivo para garantir a manutenção de nossos direitos.

Reafirmamos nosso compromisso com a defesa dos interesses dos trabalhadores da Copel e manteremos todos informados sobre os próximos passos.