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Proposta de PLR da Copel é recusada pela base

15 de junho de 2026

Nos dias 11 e 12 de junho de 2026 foi realizada a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para votação dos trabalhadores e trabalhadoras da Copel referente à proposta de Participação nos Lucros e Resultados (PLR 2026) da empresa. A votação foi online através do sistema copelianos.sindivoto.com.br e da plataforma www.sintec.voteagora.app e teve como resultado a reprovação da proposta apresentada pela Copel.   

No sistema SindivotoCopelianos foram registrados 1.254 votos, sendo que 22,4% concordaram com a proposta e 76,7% discordaram – as abstenções e os votos brancos e nulos somaram 0,36%. No sistema VotaSintec tiveram 547 votantes, sendo 131 votos de acordo com a proposta e 416 votos contrários; no sistema do Sintec não houve nenhum voto nulo, branco ou abstenções. No total foram 1.801 votos, sendo que 76,57% dos copelianos recusaram a proposta da COPEL.   

Para entender: a Copel apresentou à comissão de negociação uma proposta para alteração dos cálculos para pagamento da PLR. Dois pontos dessa proposta são esdrúxulos, e refletem a política de desvalorização da mão de obra que a Copel quer implantar. 

Os dois principais pontos:

1) a alteração na forma de distribuição, dos atuais 50% linear/ 50% proporcional para 25% linear / 75% proporcional, ou seja, pior para os menores salários da empresa. 

2) a Copel quer alterar o mínimo de EBITDA necessário para que haja pagamento de PLR, de 85% para 90%, aumentando o risco de não pagamento. 

Mantendo seus preceitos democráticos, os sindicatos levaram à votação a proposta da Copel. O sonoro NÃO reflete o descontentamento dos copelianos com as atitudes da empresa, que vem precarizando as relações trabalhistas, colocando em risco a qualidade dos serviços vendidos à população.

Vamos voltar às negociações, mas com uma certeza: NÃO abrimos mão dos nossos direitos.