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Você sabe o que é Sarcopenia?  

22 de julho de 2026

A perda de massa muscular pode comprometer mobilidade e qualidade de vida.

Com o envelhecimento, a perda de massa muscular é mais recorrente, mas quando isso ocorre de forma acelerada e reduz a força e a capacidade funcional, pode indicar sarcopenia. A doença afeta principalmente idosos e aumenta o risco de quedas, dores, perda de equilíbrio e dificuldades para realizar atividades do dia a dia. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), a sarcopenia atinge entre 5% e 13% das pessoas de 60 a 70 anos. Entre os idosos com mais de 80 anos, a prevalência varia de 11% a 50%. O envelhecimento é o principal fator de risco, devido à redução das fibras musculares e da produção de hormônios importantes para a manutenção dos músculos. Sedentarismo, alimentação pobre em proteínas, vitaminas e minerais, além de doenças como obesidade, diabetes, hipertensão e câncer, também favorecem o desenvolvimento da condição. 

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Sintomas comprometem a autonomia 

A fraqueza muscular é o principal sinal da sarcopenia. Entre os sintomas mais comuns estão perda de resistência física, dificuldade para realizar tarefas do dia a dia, lentidão para caminhar, dificuldade para subir escadas, perda de equilíbrio, quedas frequentes, diminuição do volume muscular e piora da coordenação motora. 

O diagnóstico deve ser realizado por um médico, preferencialmente um geriatra ou clínico geral, por meio da avaliação clínica e de testes físicos específicos. Entre eles estão o teste de preensão manual, que mede a força das mãos; o teste de sentar-se e levantar da cadeira, utilizado para avaliar a força das pernas; e o teste de velocidade da caminhada, que analisa a capacidade funcional do paciente. 

Tratamento busca retardar a progressão da doença 

Embora a sarcopenia não tenha cura, o tratamento pode controlar os sintomas e retardar sua evolução. Segundo o Ministério da Saúde, a principal estratégia de prevenção e controle da doença é a adoção de um estilo de vida saudável. 

A recomendação inclui a prática regular de exercícios físicos, principalmente os de fortalecimento muscular, como musculação, exercícios com faixas elásticas, pesos livres e atividades utilizando o peso do próprio corpo. A alimentação também desempenha papel fundamental. Dietas ricas em proteínas, carboidratos de qualidade, gorduras saudáveis, vitaminas e minerais contribuem para a preservação da massa muscular.