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03.out.2017 RSS Senge

Privatização do Setor Energético será tema de audiência pública na Alep

A audiência será no dia 10, terça-feira, a partir das 9h30, no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), no Cetro Cívico, em Curitiba.

O tema da audiência pública que será realizada no dia 10 de outubro é também um questionamento: “Privatização do Setor Energético: Soberania ou Dependência?”. A pergunta vai orientar o debate, que começa às 9h30, no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), no Cetro Cívico, em Curitiba.

A audiência é resultado da atuação do Fórum Popular Contra a Venda da Eletrobras e da Copel, que reúne 32 entidades, entre elas o Senge-PR. “Nos somamos fortemente a esse movimento em defesa das empresas públicas por entender que as privatizações representam um ataque à soberania nacional. A tentativa de venda da Eletrobras, para nós, é o exemplo máximo de uma política entreguista e que ignora os interesses da nação brasileira, em nome de interesses comerciais privados e internacionais”, avalia o vice-presidente do Senge-PR e funcionário da Copel, Leandro Grassmann.

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Os deputados que propuseram o evento foram: Nelson Luersen (PDT), Ademir Bier (PMDB), Anibelli Neto (PMDB), Evandro Araújo (PSC), Guto Silva (PSD), Requião Filho (PMDB), Marcio Pauliki (PDT), Nereu Moura (PMDB), Péricles de Mello (PT), Professor Lemos (PT), Tadeu Veneri (PT), Tercílio Turini (PPS).

A palestra principal da audiência ficará a cargo de Nelton Miguel Friedrich, coordenador-geral do Fórum Contra a Privatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel), entidade criada em 2001 para se opor à tentativa de privatização da empresa. O movimento saiu vitorioso, depois da realização de inúmeras ações, entre elas uma marcha com cerca de 3 mil pessoas, em junho daquele ano, e projeto de iniciativa popular com cerca de 140 mil assinaturas, contra a venda da Copel.

Leandro José Grassmann convida toda a categoria dos engenheiros e a sociedade em geral a participar da audiência e das demais ações em defesa do patrimônio público. “Não podemos abrir mão do que é nosso e do que custou tanto para ser construído. Está em nossas mãos, das mais diversas categorias de trabalhadores e da sociedade em geral, proteger nossos bens públicos”, completa.

Política de privatização

Assim como outras mobilizações que ocorrem ao longo do mês de outubro, a audiência faz parte da reação social contrária à onda de privatizações anunciadas pelo governo Temer no final de agosto. O pacote de venda do patrimônio público inclui 57 projetos de privatizações e concessões. A Eletrobras, maior empresa de produção e distribuição de energia elétrica da América Latina, está na lista. Além dela, devem ser colocadas à disposição da iniciativa privada a Casa da Moeda, a administração de 14 aeroportos – entre eles o de Congonhas, segundo maior do país -, 11 lotes de linhas de transmissão e 15 terminais portuários.